
Mais um de meus desabafos sobre você. Algo que você nunca poderá reclamar é que escrevo para todas as pessoas menos de ti. Engraçado, quando me pego lendo e relendo todos os meus escritos naquele caderno com uma xícara de café frio durante aquela madrugada em que fiquei sem sono, évocê que vem à minha mente. A primeira pessoa em que penso quando a primeira linha de cada página começa a ser lida. Vejo como, ao passar dos meses, as sensações e sentimentos foram mudando. Amizade. Confusão. Mais confusão. Paixão. Tristeza. Dor. Paixão. Confusão. Paixão. Amor. Dor. Decepção. Cansaço. Amor. Decepção e amor. Amor. Mais amor. Ao longo dos dias, das páginas transcritas, sentimentos se misturam e transgridem as faces de uma única pessoa. No meio dessa nostalgia, o sentimento que, hoje, mais dói é o sentimento que a mais fez feliz um dia. O amor. Esse sentimento é dependente da confusão. Parece estranho mas, é verdade. Se não houvesse confusão, pensamento, dúvidas, não haveria conclusão de que é amor. E, por isso, agora, preferia que não houvesse como pensar. E muito menos chegar a essa conclusão. l-s
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